
El Niño: o desafio climático que transforma a agricultura
O aquecimento anômalo do Oceano Pacífico gera disrupções severas nos ciclos de chuva, temperatura e rendimento das colheitas em toda a América Latina.
O que é El Niño e por que afeta suas colheitas
Aquecimento do Pacífico
A temperatura superficial do Oceano Pacífico tropical sobe entre 0,5°C e 5°C, alterando os padrões de chuva e temperatura em toda a região.
Disrupção do ciclo hídrico
As zonas normalmente chuvosas secam. As áridas recebem precipitações extremas. Os padrões agrícolas conhecidos deixam de ser confiáveis.
Estresse abiótico intensificado
Calor extremo, seca e excesso de umidade atingem simultaneamente, disparando o estresse abiótico e reduzindo o rendimento da colheita.
Ciclos de 3 a 7 anos
O fenômeno se repete de forma irregular, com duração de 9 a 24 meses. Seus efeitos no solo e na colheita persistem mesmo após seu término.
Como o El Niño afeta cada região
Escolha sua região
Toque numa região para ver como ela é afetada

Manga · Uva · Mirtilo · Aspargo
Peru
O ENFEN mantém o alerta e prevê que o evento continue até meados do outono de 2027. Na costa norte espera chuvas acima do normal, com episódios de intensidade moderada a forte a partir de novembro — zona-chave para a manga, a uva e o mirtilo de exportação.

Café · Cana-de-açúcar · Palma · Banana
Colômbia
O Conselho Nacional de Gestão de Riscos a aprovou por unanimidade antes que o impacto chegasse. O IDEAM prevê menos chuva nas regiões Pacífica, Andina e Caribe, com o período mais crítico entre setembro de 2026 e janeiro de 2027.

Trigo · Tomate · Milho · Abacate
México
A seca moderada a severa subiu para 8,9% do território em apenas duas semanas, 5,4 pontos a mais. A seca severa já atinge municípios de Coahuila, Chihuahua, Sonora, Tamaulipas, Oaxaca e Veracruz: o risco não se limita ao norte.

Café · Milho · Feijão · Cana-de-açúcar
América Central
O Corredor Seco —Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua— já sente o golpe. A Oxfam e a Ação contra a Fome avaliaram 354 comunidades da Guatemala, Honduras e El Salvador: mais de 70 mil famílias produtoras de milho relataram perdas, e no feijão 65,4% registram severidade semelhante.

Soja · Milho · Café · Cana-de-açúcar
Brasil
O único país do mapa onde o El Niño age em direções opostas: mais chuva e safra maior no Sul, chuvas que param antes do tempo em Mato Grosso e menos chuva no Norte e Nordeste.
Fontes: Comunicado Oficial ENFEN N.º 16-2026 (14 set 2026) · Decreto 0802 de 2026, UNGRD · IDEAM · Monitor de Seca do México, CONAGUA (31 ago 2026) · Oxfam e Ação contra a Fome (ago 2026) · IMEA (set 2026)
Um fenômeno, três Brasis
O El Niño não atinge o Brasil de um único jeito. No Sul traz mais chuva e uma safra maior; em Mato Grosso corta as chuvas antes do tempo e reduz a produtividade; no Norte e Nordeste diminui as chuvas por meses. Três regiões, três manejos diferentes.
Mais chuva, safra maior
Soja · Milho · Arroz · Trigo
0,00 mi t
de soja projetadas no Rio Grande do Sul para 2026/27, ante 18,34 mi t do ciclo anterior (Emater/RS)
Aqui o El Niño soma: a produtividade projetada passa de 2.735 para 3.183 kg/ha, 16,4% a mais, com área ligeiramente menor. O risco não é a safra, é o manejo: solos encharcados, janelas de aplicação mais curtas e maior pressão de doenças.
Chuvas que param antes do tempo
Soja · Milho safrinha · Algodão
0 mi ha
de soja projetados em Mato Grosso, o maior produtor do Brasil (IMEA)
O IMEA projeta 5,4% menos produtividade e uma safra próxima de 49 mi t. Segundo o instituto, em anos de El Niño as precipitações cortam prematuramente na região central e a janela de chuvas encurta, o que aperta o plantio do milho safrinha. O próprio IMEA ressalta que os problemas serão concentrados, não generalizados.
Menos chuva por meses
Soja · Milho · Café · Cana
0 meses
de chuvas reduzidas na Região Norte, de junho a março (Nota Técnica INPE, INMET, FUNCEME e CENSIPAM)
A mesma nota prevê menos chuva no norte do Nordeste entre abril e junho, e condições mais secas na primavera em Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia. Em 2015, ano de El Niño, a seca elevou o risco de incêndio em áreas agrícolas do leste e sul da Amazônia.
O panorama nacional
A Conab projeta uma safra recorde de soja de 181,64 mi t para 2026/27, mas com apenas 0,7% de crescimento. A área sobe 1,4%, o menor avanço percentual em 20 anos, e a produtividade cairia por dois motivos: a base alta de comparação de 2025/26 e o risco climático do El Niño.
Fontes: Conab (15 set 2026) · IMEA via Reuters (11 set 2026) · Emater/RS (set 2026) · Nota Técnica El Niño 2026 do INPE, INMET, FUNCEME e CENSIPAM (abr 2026)
Onde o Haddak entra
O Haddak atua sobre a resposta da planta ao estresse, não sobre a causa climática. Seus polifenóis e glicina betaína protegem o metabolismo da cultura quando as condições se tornam adversas, seja por um golpe de calor num veranico do Matopiba ou por temperaturas altas entre chuvas no Sul.
O que ele não faz: o Haddak não drena um solo saturado nem substitui o manejo fitossanitário. No Sul, a alavanca principal continua sendo a estrutura do solo e a atividade radicular; o Haddak acompanha protegendo a planta do componente térmico.

Haddak Plus®: bioestimulação específica para o estresse abiótico
Desenvolvido com tecnologia PFenergy®, o Haddak Plus® ativa os mecanismos naturais de defesa da planta contra condições climáticas extremas. Reduz os danos por seca, calor e excesso de umidade, mantendo o rendimento da colheita.
- Ativa a produção de proteínas de choque térmico (HSP) para maior tolerância ao calor
- Reduz a perda de água por transpiração em condições de seca
- Melhora a eficiência do uso da água disponível na planta
- Compatível com qualquer programa de fertilização e nutrição
Artigos relacionados

Sua região está em risco?
Nossos especialistas orientam você sobre o impacto específico do El Niño em suas colheitas e como aplicar o Haddak Plus® de forma eficaz em seu programa agronômico.


